Aguardado para ser levado a votação ontem, em regime de urgência, ainda que sem pareceres das comissões permanentes, o projeto que dá poder para o prefeito e o secretário municipal de Saúde proibirem em Londrina aglomerações de pessoas foi encaminhado para parecer da Autarquia Municipal de Saúde (AMS). Conforme a matéria assinada pelo líder do Executivo na Casa, vereador Joel Garcia (PDT), a medida poderia ser implementada por meio de ato administrativo como estratégia de prevenção à proliferação do vírus Influenza A (H1N1), causador da chamada ''gripe suína''.
O adiamento da votação foi definido após o secretário de Saúde do Município, Agajan Der Bedrossian, ter respondido em plenário dúvidas dos vereadores a respeito da doença. O secretário afirmou que os casos suspeitos começaram a ser registrados em Londrina no mês de maio. Hoje são 21 suspeitos, cerca de 200 sob monitoramento e um caso confirmado, na última sexta: o de um paciente que esteve recentemente no Chile. Para hoje, a Secretaria aguarda o resultado dos exames de quatro pacientes - nenhum deles ligados à Universidade Estadual de Londrina (UEL).
No debate com o secretário, por sinal, a suspensão das atividades na universidade, em colégios e algumas creches da cidade deram o tom na maior parte das vezes. Indagado pelos vereadores se a autarquia foi comunicada da necessidade de suspensão das atividades na UEL, o secretário definiu: ''O fechamento da UEL não foi por hipótese alguma indicação da Secretaria, mas do conselho da universidade. Respeito a posição do reitor, mas é importante esclarecer que tecnicamente não houve indicação na Saúde e que o momento é de cuidado, mas sem pânico''.
A respeito do projeto do pedetista, o secretário foi econômico nas palavras: ''O projeto apenas dá um instrumento legal para que a Prefeitura, em uma eventualidade, possa tomar medidas mais drásticas. Mas se de fato precisar disso, é porque seria uma situação de extrema gravidade''.
Garcia disse que pretende levar a matéria a votação na próxima semana. Se aprovada na forma do projeto original, a administração terá poder para fechar escolas, interromper as aulas do município, estado, faculdade, universidade, escolas particulares, aglomerações, missas, cultos evangélicos, feiras, peças teatrais, cinema e shopping centers. Outro ponto é a permissão para que escolas possam ser transformadas emergencialmente em hospitais ou clínicas, e ainda que funcionários de secretarias ou empresas mistas à secretaria de saúde sejam transferidos.

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