Deve ser colado em pauta em caráter de urgência, em primeira discussão, na sessão desta terça-feira (26) o projeto de lei 191/2017 que prevê o aumento o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para 98% dos mais de 260 mil imóveis cadastros em Londrina com a revisão da PGV (Planta Genérica de Valores). Isso porque três comissões temáticas da Câmara Municipal de Londrina aprovaram nessa segunda-feira (25) a tramitação da matéria com placar de 2/3 dos membros.

O líder do Executivo na Casa, Péricles Deliberador (PSC), não confirma a tramitação, mas alega que a chance do projeto entrar na pauta é de 50%. Já interlocutores do prefeito trabalham com essa data. A gestão Marcelo Belinati (PP) tem pressa na aprovação da matéria e utiliza o argumento que existiria uma "noventena" - período de 90 dias que o projeto precisa passar após a aprovação para poder ser lançado os novos valores do imposto em 2018.

Na Comissão de Finanças, o relator, vereador Felipe Prochet (PSD), votou contra a tramitação do projeto na íntegra. Amauri Cardoso (PSDB) e Jamil Janene (PP) aprovaram a matéria. Na Comissão de Política Urbana, apenas Rony Alves (PTB) se opôs, sendo Daniele Ziober (PPS) e Ailton Nantes (PP) favoráveis. Pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Eduardo Tominaga (DEM) emitiu parecer contrário na sua relatoria, mas foi voto vencido: Jairo Tamara (PP) e Nantes votaram com o governo. Todos osfavoráveis justificaram que seguiram avaliação da controladoria e da assessoria técnica da Câmara.

Para Nantes, há consenso da necessidade da revisão da planta que está há 16 anos desatualizada. Segundo ele, houve uma sinalização do Executivo de apresentar emendas para atender, em parte, as propostas sugeridas pelos cidadãos na última audiência pública sobre o tema. "Fui a favor porque há essa promessa que serão feitas emendas para um valor compatível", respondeu. Já Prochet vê com cautela a tramitação do projeto: "Ninguém é contra a revisão da planta, contudo é preciso ter clareza que serão atendidos os principais pontos: mudança na alíquota e escalonamento, a longo prazo".

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