Curitiba - O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anselmo José de Oliveira, apresentou ontem um projeto de lei que prevê a promoção dos ''praças'' por antiguidade. Os detalhes da proposta que beneficia diretamente, em um primeiro momento, cinco mil soldados, foi detalhada ontem pela manhã, durante a ''Escola de Governo''. À tarde, a medida foi levada ao presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (DEM). Se for aprovada, a grande maioria dos soldados poderá sair da corporação como terceiro sargento.
A mudança é voltada àqueles policiais que não conseguem passar nos disputados concursos da graduação. De acordo com a proposta, com 15 anos de serviço, o soldado adquire o direito de fazer curso de cabo. Aos 26, ele começa a receber 80% da diferença entre o salário de cabo e o de 3º sargento, com o compromisso de ficar mais quatro anos na corporação. Com 31 anos de serviço, o PM passa a ganhar o salário integral de 3º Sargento com a condição de permanecer mais cinco anos na polícia.
Só podem usufruir desse sistema aqueles PMs que mantiverem o ótimo comportamento. ''Com isso vamos ter policiais mais motivados e se cuidando muito mais para não ter punição'', avalia Anselmo. As promoções decorrentes de concursos continuarão existindo. Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, a nova medida vem corrigir uma velha distorção da PM. ''Antes a carreira dos praças era condenada a um limite final'', observa. Além do secretário e do comandante-geral, o ex-comandante da PM, Nemésio Xavier, esteve presente na explanação, como idealizador do projeto.
Na sequência diversas entidades, entre elas o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), secretaria de Agricultura e Copel prestaram conta dos projetos em desenvolvimento para produção de biocombustíveis no Paraná. Também foi anunciado o repasse de R$ 33 milhões para três programas desenvolvidos pela secretaria da Criança e da Juventude.

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