O vereador Renato Araújo (PP), deve apresentar após o Carnaval, um projeto de lei que prevê a revogação da lei 8.078, de 30 de março de 2000, que condiciona a venda das ações da Sercomtel à realização de um plebiscito.
''O que pretendemos é revogar a lei que prevê que para vender a Sercomtel S/A, só por meio de plebiscito. O plebiscito disse não à venda da Sercomtel S/A. Agora o assunto é outro, é sobre a Celular. É preciso que tiremos essa barreira. Não podemos impedir a ação do Executivo. Se a Câmara achar que devemos fazer uma nova consulta, não se revoga a lei'', disse Araújo, se referindo à consulta popular realizada no dia 19 de agosto de 2001. Na ocasião, 31.206 eleitores compareceram às urnas e 16.505 optaram pela proibição da venda da Sercomtel Celular.
Segundo Araújo, a intenção era apresentar o projeto na sessão de ontem, mas atendendo à uma solicitação de Turini, o projeto - que já contaria com sete assinaturas - deve ser apresentado na semana que vem. ''Eu ia apresentar o projeto agora, mas o Tercílio Turini (PP) me pediu para que eu apresente após o Carnaval. Não se fala na venda da empresa Sercomtel. Fala-se somente na questão da Sercomtel Celular. Que venha o levantamento contábil para que a Câmara faça a análise financeira. Acho que a população vai levar para o lado sentimental, mas ninguém está falando em vender a Sercomtel'', disse. De acordo com Araújo, os vereadores já requisitaram à empresa, extraoficialmente, os balancetes, faturamento, carteira de clientes e relação de salários.
''Precisamos verificar se os números apresentados pela Sercomtel (de 2005, em que a Celular teria fechado com prejuízo de R$ 4,5 milhões) é realmente prejuízo ou resultado negativo, que pode significar investimentos que vão ter retorno. Precisamos analisar isso profundamente'', justificou Turini.

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