As críticas feitas hoje pela Câmara ao projeto que gerencia o serviço de água e esgoto de Londrina não são exatamente atuais. Em 2003, o relatório final do Fórum de Debates do Sistema de Saneamento Municipal, promovido pela Casa, apontou falhas no contrato entre prefeitura e Sanepar que teriam sido mantidas no material que agora aguarda votação.
À época, o Fórum salientou como principais pontos falhos tópicos sobre regras específicas da licitação, encargos do poder concendente no caso, a CMTU e da empresa contratada, bem como as cláusulas essenciais dos contratos. O estabelecimento de um regime de controle e fiscalização do serviço também foi motivo de queixa. ''Queremos ler a minuta do contrato que seria firmado hoje. É o mínimo que podem nos oferecer para dar uma idéia mais nítida do que se pretende fazer'', avisa o presidente do Legislativo de Londrina, Orlando Bonilha (PL).
O presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, pondera que a minuta não pode ser entregue porque, conforme ele, não existe um modelo do contrato que seria estabelecido hoje. ''Os vereadores queriam no projeto um nível de detalhamento que não existe'', define. Questionado se isso não afeta a votação de uma matéria que fixa em no mínimo 15 anos a prestação do serviço, Campos admite: ''O projeto (de oito artigos) precisa ser ajustado, precisa ser mais específico'', ressalvou.
De acordo com Campos, as mudanças no projeto devem começar a ser desenhadas nesta semana entre a CMTU, a Secretaria Municipal de Governo e a própria Câmara. De um ponto, porém, ele adianta que o Executivo não abre mão: a definição da tarifa única para Londrina. O presidente da Sanepar, Stênio Jacobs, alega que a tarefa é função do Estado, que determina a planilha para todos os municípios atendidos pela companhia. ''Há um impasse sobre esse assunto, pois não queremos abrir mão disso'', advertiu Campos.(J.G.)

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