Projeto para compra de área sai de pauta
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terça-feira, 17 de março de 2015
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
O projeto de lei (PL) do Executivo que prevê a compra de área de 1,1 milhão de metros quadrados pelo município para a edificação de um polo industrial na zona noroeste de Londrina foi retirado de pauta ontem pelo líder do prefeito na Câmara, vereador Júnior dos Santos Rosa (PSC). O terreno, da Companhia de Habitação (Cohab), fica acima da Avenida Saul Elkind (zona norte) e foi marcado como zona industrial dois (ZI2) na nova Lei de Zoneamento, aprovada no final do ano.
Santos atendeu pedido da vereadora Elza Correia (PMDB), que discursou, em plenário, sobre os riscos da liberação de indústrias para aquela região, inteiramente afetada como ZI2, onde passa o Ribeirão Jacutinga, manancial que abastece parte de Londrina, Cambé e Ibiporã. "Toda indústria tem potencial poluidor e não nos atentamos a isso quando aprovamos o zoneamento", declarou Elza. "É uma área que deve ser preservada porque o município recebe ICMS ecológico por ela".
A peemedebista disse que não é contra a industrialização, mas, quer, antes de votar o projeto, ouvir especialistas em meio ambiente e desenvolvimento urbano para ter garantias de que a zona industrial não afetará a qualidade das águas. Uma reunião técnica na tarde de hoje deve discutir a situação, disse Elza.
A vereadora Sandra Graça (SD) demonstrou posicionamento contrário ao da colega, afirmando que as leis ambientais e a própria Lei de Zoneamento já impedem a instalação de indústrias poluidoras. Zonais industriais um e dois são de baixo potencial de poluição e as indústrias pesadas são instaladas em zonas industriais três e quatro. Ainda, segundo a parlamentar, a lei impõe limite mínimo de distância entre a indústria e o fundo de vale. "Os órgãos ambientais e de licenciamento também têm que estar atentos ao expedir licença aos novos empreendimentos".
Por fim, Sandra lembrou que a área da Cohab é apenas parte de toda a zona industrial criada na região norte. "Mesmo que o projeto para a compra do terreno não seja aprovado, os empresários que têm lotes privados poderão começar a fazer os empreendimentos", afirmou. O projeto volta a ser discutido na sessão de amanhã.


