Projeto limita vereadores de Jataizinho a usarem celulares durante as sessões


Rafael Machado - Grupo Folha
Rafael Machado - Grupo Folha

Um projeto que altera o Código de Ética da Câmara Municipal de Jataizinho está gerando polêmica entre os nove vereadores. A ideia acrescenta o uso de celulares, tablets ou computadores pessoais "de forma que possam atrapalhar o andamento dos trabalhos das reuniões" como quebra de decoro parlamentar, que é a conduta individual esperada de cada político. A desobediência dessas regras pode gerar investigações internas e até cassação em alguns casos. 


 

Projeto limita vereadores de Jataizinho a usarem celulares durante as sessões
Arquivo FOLHA
 





A proposta foi apresentada pela Mesa Executiva do Legislativo, composta pelo presidente, vice-presidente, primeiro e segundo secretários. Foi analisada em primeiro turno na sessão de 29 de março, realizada de forma online por causa da pandemia. O vereador Antônio Brandão (PDT) pediu vistas e a votação precisou ser adiada, mas o debate foi apimentado. 



Vânia dos Santos (Cidadania) disse não acreditar "que em pleno século 21 não podemos ter uma tecnologia à mesa. E se eu abrir mão da pauta impressa? O celular agiliza o nosso trabalho. Por que não utilizá-lo? Eu não fico mexendo no celular durante a sessão. É feio, é falta de educação", observou. 


Já Antônio Laércio dos Reis (PSC) não entendeu o objetivo da sugestão. "Temos que sentar e discutir pessoalmente. Não entendi direito o motivo. É um projeto bem difícil", concluiu. Veja como foi o debate na transmissão ao vivo da reunião a partir de 1'04''59''


"Princípio da moralidade"


Em entrevista à FOLHA, o presidente da Câmara, Uines Santos (Podemos), argumentou que "os vereadores precisam estar de corpo presente nas sessões e não mexendo nos celulares, respondendo mensagens sem prestar atenção ao que está sendo discutido. Não é proibição, mas uma restrição".



Questionado se os parlamentares estariam dispersos, Santos garantiu que a atual legislatura "tem pessoas boas". Porém, "não acha coerente o presidente falar no plenário e o colega mexer no celular. Mudanças vão acontecer", assegurou.  


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