O projeto de lei 2679/03 ainda prevê a proibição das coligações partidárias para eleições proporcionais e o fortalecimento da fidelidade partidária. ''Uma vez eleito dessa forma, um parlamentar que muda de partido permanece com o mandato mas obrigatoriamente vai entrar no fim da lista do outro partido. Isso significa praticamente encerrar a carreira do parlamentar. Facilita também o fim do jogo de cooptação, do mensalão'', disse. Conforme o senador Demóstenes Torres (PFL-GO), nesta legislatura, mais de 250 deputados mudaram de partidos mais de 400 vezes. ''Alguns parlamentares chegaram a mudar de partido 10 vezes. É um balcão de negócios. O entendimento político se faria com base na governabilidade e não no interesse pessoal.''
Torres ainda salientou que a manutenção da cláusula de barreira - que reduz o número de partidos para no máximo dez - combinada ao financiamento público de campanha e à lista fechada, vão permitir que o Ministério Público e a Justiça Eleitoral tenham condições de fiscalizar as prestações de contas das campanhas. ''Com o financiamento público, o promotor já sabe quanto cada partido recebeu, e naturalmente, se tiver um volume adicional de campanha, é claro que está recebendo dinheiro além do financiamento público. E as penalidades são muito graves. Se for durante a eleição, o partido perde o direito de disputar. Se já tiver sido eleito, perde todos os eleitos. É algo aboslutamente draconiano, em favor da população'', concluiu. (C.O.)

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