Curitiba - O deputado Tadeu Veneri (PT) disse que o fundo de aposentadoria suplementar da Assembléia, aprovado ontem, será questionado. ''Na medida em que se colocam recursos públicos se torna ilegal. Uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) deve derrubar a lei'', disse ele.
Apesar de ter votado favoravelmente ao fundo, o deputado Stephanes Júnior (PMDB) questiona a constitucionalidade do artigo nove que, segundo ele, permitiria que passivos de mandatos anteriores à atual legislatura sejam pagos pela Assembléia.
Questionado se os deputados não poderiam aderir a sistemas de aposentadoria privados, já existentes no mercado, Durval Amaral (DEM) admite que o fundo oferecido pela Assembléia sai ''mais barato'' para os deputados, devido às ''taxas de administração''. Ele afirma ainda que o INSS ''está falido'', daí a necessidade de se aderir a um fundo suplementar.
O presidente da Assembléia, Nelson Justus (DEM), disse que aqueles que não se reelegem encontram ''dificuldades'' financeiras.
Um grupo de sete deputados assinou um documento no qual se comprometem a não aderir ao fundo. O documento foi proposto pelo pepessista Douglas Fabrício e assinado por Valdir Rossoni (PSDB), Marcelo Rangel (PPS), Professor Luizão (PT), Elton Welter (PT), Beti Pavin (PMDB) e Rosane Ferreira (PV). (C.S.)

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