Projeto do Teatro segue para Brasília até o fim do mês
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
A prefeitura de Londrina tem até o próximo dia 30 para enviar ao Ministério da Cultura todos os projetos estruturais de construção do Teatro Municipal - recebidos esta semana dos escritórios de arquitetura e engenharia responsáveis por sua elaboração. De acordo com o secretário Municipal de Obras, Nelson Brandão, a data foi estipulada pelo próprio Ministério para viabilizar a liberação da emenda parlamentar, no valor de R$ 6,5 milhões, para o início das obras. Os projetos foram remetidos a Londrina via sedex e ainda estão sendo desencaixotados na Secretaria de Obras. Informações sobre o custo total do Teatro e o prazo de construção ainda não foram divulgados.
''Vamos mandar no prazo. Estamos conferindo os projetos complementares para liberar o pagamento aos escritórios e isso já serve como comprovação de despesa para o Ministério'', disse Brandão. De acordo com ele, os R$ 6,5 milhões devem cobrir as despesas com a fase de fundações. Ele acredita que, se não houver interrupção no fluxo de financiamento, a obra poderá ficar pronta em quatro anos. ''Quando a gente tiver na metade da fase inicial, já vamos pedindo mais verba. Para isso, vamos depender da gestão do prefeito e dos nossos deputados '', disse.
Brandão voltou a alimentar ontem a polêmica sobre a possibilidade de transferir o Teatro Municipal para outro terreno da prefeitura. A declaração feita à FOLHA, publicada na terça-feira, gerou polêmica nos meios políticos de Londrina e chegou a ser desmentida pelo prefeito por meio da assessoria de imprensa. ''Nós queremos fazer, mas houve um questionamento de algumas entidades'', disse - em referência ao Clube de Arquitetura e Engenharia de Londrina (Ceal) e Instituto dos Arqutitetos do Brasil (IAB).
A informação, no entanto, foi contestada pelos representantes das duas entidades. Eles admitiram que durante reunião com Brandão, o assunto foi abordado, mas em outro contexto. Ambos alegaram também que aceitariam discutir o tema apenas se houvesse forte justificativa técnica para a mudança - o que até agora não teria acontecido.
''Perguntamos sobre a localização porque alguém ouviu falar que poderia haver alteração. Mas, oficialmente, o CEAL respeita as decisões tomadas até agora e o concurso de projetos que foi realizado'', afirmou o presidente do Ceal, André Sell. ''Eu me dou muito bem com o secretário, mas a reunião que tivemos foi interna e até estranho que ele tenha dito isso.''
O presidente do IAB em Londrina, Cláudio Bravin, também contestou a declaração de Brandão. O IAB foi coordenador do concurso de projetos que definiu o modelo do Teatro Municipal.
''Não é uma coisa que procede porque não se mencionou quem é contrário à localização. É um mal entendido. Tanto o CEAL quanto nós achamos que dentro da forma legal, o Teatro vai sair no Marco Zero'', disse Bravin. ''Isso (a polêmica) é uma coisa que não faz muito sentido ainda.''


