Projeto do plebiscito não tem data para votação
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terça-feira, 28 de março de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
Passadas exatas duas semanas da aprovação em primeira discussão do projeto que pede a revogação da lei que condiciona a alienação de ações da Sercomtel à realização de um plebiscito, ainda não há previsão de quando a matéria será chamada à pauta. O projeto foi retirado de discussão por tempo indeterminado a pedido dos autores.
Apesar do prefeito Nedson Micheleti (PT) ter admitido na semana passada ter pressa na análise da proposta, o seu líder no Legislativo, vereador Lourival Germano (PT), disse ontem que cabe ao autor do projeto, Renato Araújo (PP), pedir a votação em segunda e última discussão. ''Não poderia chamar o projeto. Não é de minha autoria. Cabe ao líder do prefeito conversar com os vereadores, agindo de acordo com os interesses do Executivo. Cabe ao vereador Renato Araújo, autor do projeto, chamar a matéria. Tenho sugerido aos vereadores que conversem com a base, instituições que representam para ter uma avaliação mais bem sustentada. Não existe pressão'', argumentou.
Conforme a Folha apurou, Germano e o próprio prefeito estariam trabalhando para tentar dissuadir os peemedebistas Henrique Barros e Osvaldo Bergamin, a petista Maria Angela Santini e o petebista Luiz Carlos Tamarozzi. Eles e outros seis vereadores se comprometeram com os funcionários da Sercomtel que votarão contra o projeto que revoga a lei do plebiscito. No entanto, com o apoio de dois desses vereadores, o projeto que precisa de dez votos seria aprovado.
Germano ainda comentou que ''não trabalha'' com o termo assinado pelos nove vereadores em que se comprometem a votar contra o projeto. Bergamin assumiu o compromisso através de uma carta. ''Isso tem validade para os funcionários. Não trabalho com isso. Trabalho com as conversas com os vereadores. Os vereadores trabalham para a sociedade, não para 700 funcionários'', justificou. ''Já disse para o prefeito. Da minha mão não partirá assinatura chamando o projeto. Se três que assinam o projeto assinarem o pedido para pôr em pauta, o projeto volta'', disse Araújo.
Apesar de não assinar a matéria, a vereadora Sandra Graça (sem partido) disse que irá tentar convencer os colegas a votarem o projeto o quanto antes. ''É um assunto extremamente importante para cidade. É um sofrimento para os servidores que comparecem à essa Casa de forma democrática. É ruim para a empresa que tem um mercado para ser disputado. Poderíamos estar trocando essa angústia em relação a venda ou a não venda por um planejamento de expansão'', complementou.


