Projeto do Executivo prevê 564 cargos de professores
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
Loriane Comeli <br>Reportagem Local 
Chegou ontem à Câmara Municipal de Londrina em regime de urgência projeto de lei do Executivo para criar 564 cargos para a Secretaria de Educação. Segundo a assessoria da líder do Executivo na Câmara, Elza Correia (PMDB), são 248 cargos de docência das séries iniciais do ensino fundamental; 292 para educação infantil; e 24 para docência em educação física. O impacto financeiro ainda não foi revelado porque o projeto ainda estava no setor de protocolo. A intenção é abrir concurso e contratar os professores ainda este ano para suprir a demanda em novas escolas e creches do município.
Outro projeto do Executivo para criar cargos que tramita na Câmara há mais de um mês foi retirado de pauta ontem. A pedido dos colegas, Elza retirou de pauta por duas sessões o projeto de lei que cria 21 cargos na Procuradoria-Geral do Município (PGM). Gerson Araújo (PSDB), José Roque Neto (PR) e Mário Takahashi (PV) disseram precisar de mais informações e entendem que as novas contratações não seriam prioridade.
''Há problemas na saúde, educação, buracos de rua. Acredito que o prefeito deveria olhar primeiro para essas outras questões, que são prioritárias'', declarou Roque Neto. Araújo foi na mesma linha. ''Eu contrataria na Saúde se houvesse dinheiro sobrando'', afirmou, acrescentando que considera o projeto complexo. ''Ano passado aprovamos aumento de salários para esta categoria. Queremos saber qual o quadro funcional hoje, qual a jornada de trabalho, e outras informações.''
A líder contemporizou a ''rebeldia'' dos colegas. ''Se há dúvidas, nada mais sensato que retirar o projeto de pauta, chamar o procurador, explicar a proposta e só então votar. Acho que nenhum vereador deve votar projeto com dúvida.'' Elza, porém, discorda do entendimento de que outras áreas seriam prioritárias. ''É dinheiro carimbado para contratar servidores para a PGM, que está numa situação gravíssima e é uma área essencial já que todas as ações de governo passam pela avaliação jurídica.''
Os procuradores ganham cerca de R$ 9,5 mil mensais. Pelo projeto, seriam contratados oito advogados, além de 13 servidores administrativos. O impacto anual é de quase R$ 2 milhões. Hoje a PGM tem 22 cargos de agentes administrativos, todos ocupados, e 28 vagas para procuradores, das quais 25 estão preenchidas. O número próximo do ideal, segundo o procurador-chefe, Zulmar Fachin, seria de 51 procuradores.
Por outro lado, os vereadores aprovaram ontem em primeira discussão projeto do Executivo que doa área de 917 metros quadrados, na Rua Aracajú (área central) para o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar). No local, ao lado da atual sede, deve ser construído um centro para diagnóstico médico.


