Curitiba - Os deputados estaduais não votaram ontem o projeto que desonera o diesel do transporte coletivo. Enviado pelo governo do Paraná para a Assembleia Legislativa (AL), a proposição seria apreciada na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas um pedido de Ademar Traiano (PSDB), líder do governo na AL, retardou a votação. Na média, isso reduz em R$ 0,03 centavos a tarifa de ônibus nas grandes cidades, inclusive Londrina.
''Podemos retomar o trâmite acho que na semana que vem'', disse Traiano para a FOLHA. Deputados estaduais de cidades com menos de 150 mil habitantes, excluídos do benefício fiscal proposto por Beto Richa (PSDB), pedem para serem incluídos no projeto de lei. Traiano nega que a demora seja decorrente da pressão dos colegas políticos, mas não desmentiu uma revisão nos critérios do benefício. Outras iniciativas do governo tramitaram na AL em menos de uma semana, mas a desoneração do diesel circula desde março na Casa.
A iniciativa recebeu emendas em plenário na votação em segundo turno, o que exigiu uma nova passagem pela CCJ. Uma das modificações propostas, que estende o benefício para cidades com mais de 80 mil habitantes, por exemplo, teve o apoio de 24 deputados estaduais. A mudança atenderia pedidos de Gilberto Martin (PMDB) e Douglas Fabrício (PPS), cujos interesses são as cidades de Cambé e Campo Mourão. ''Temos boas expectativas'', disse Martin. ''Conversei diretamente com o governador'', argumentou Fabrício. A matéria volta para a pauta da CCJ na próxima terça-feira.

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