Projeto de verba para a CMTU continua encalhado
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quinta-feira, 05 de junho de 2003
Giovana Kindlein<br>Reportagem Local 
O projeto de lei do Executivo, que autoriza a transferência de R$ 4,8 milhões, destinados ao pagamento de ações judiciais, para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) pagar empresas terceirizadas que fazem coleta de lixo, capina e roçagem, continua em compasso de espera na Câmara Municipal. Depois de uma discussão acalorada entre a ala oposicionista e a líder do governo na Câmara Municipal na semana passada, ontem foi a vez dos estudantes impedirem, involuntariamente, o desencalhe do projeto.
A sessão encerrou por volta de 16h30, antes mesmo de começar. Os projetos em pauta, como a discussão da redação final do projeto de lei, que autoriza a abertura de crédito adicional até R$ 48 mil à Secretaria Municipal do Ambiente para atividades do Consórcio Intermunicipal de Recuperação da Bacia do Rio Tibagi (Copati), e do projeto de lei, que estabelece novos critérios para para cobrança das alíquotas da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip), não foram debatidos.
Além disso, também estavam previstos os esclarecimentos sobre a controvertida transferência de recursos dos precatórios para a CMTU. As informações deveriam ser prestadas pelo presidente da CMTU, Wilson Sella, pelo procurador geral do município, Carlos Scalassara, e pelo secretário municipal de Fazenda, Rubens Menolli. A discussão foi adiada para a próxima sessão, na terça-feira que vem.
Há quase três meses tramitando na Câmara, o projeto de lei está sendo questionado pelos vereadores pelo fato de em apenas três meses do início do ano o prefeito Nedson Micheletti (PT) pedir suplementação orçamentária para serviços essenciais como capina, roçagem e coleta de lixo. Segundo o grupo, a preocupação maior é com o corte de recursos para pessoas físicas e jurídicas que aguardam decisão favorável da Justiça.


