Projeto de 'ponto de apoio' preocupa ocupantes do Flores do Campo
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sexta-feira, 09 de agosto de 2019
Guilherme Marconi - Grupo Folha 
Famílias que ocupam o residencial Flores do Campo (zona norte) marcaram presença na sessão desta quinta-feira (8) na Câmara Municipal de Londrina. O grupo foi acompanhar de perto o resultado do projeto de lei 34/2019, na forma do substitutivo nº 1, que tratava de indicações de locais para novas moradias. Ou seja, três áreas do município que serão repassadas à Cohab (Companhia de Habitação de Londrina) em forma de permuta.

A matéria teve aprovação unânime em segunda discussão. Com isso, os terrenos localizadas na Gleba Ribeirão Cambé (zona Oeste) e no Jardim Maria Lúcia (zona Norte), que totalizam pouco mais de 24 mil metros quadrados, passam a ser de posse da Cohab para construção de conjuntos habitacionais. Já o prédio onde funcionava o Mercado Quebec foi passado ao Executivo para instalação permanente da sede da Secretaria Municipal de Educação.
Os manifestantes foram à Câmara saber também qual é o objetivo do Executivo para a área do Maria Lúcia. Isso porque há um projeto paliativo que prevê a construção de 77 casas provisórias para abrigar esse grupo que hoje ocupa o Flores do Campo. Entretanto, a promessa sofre resistência. "A comunidade não aceita muito. Eles querem algo definitivo para morar." explicou o vereador Vilson Bittencourt (PSB) que em acompanhado reunião do Executivo com os ocupantes. Segundo ele, o projeto das casas de madeira é uma parceria de entidades da Igreja Católica com a UEL (Universidade Estadual de Londrina)
Já o líder do prefeito Marcelo Belinati (PP) na Casa, o vereador Jairo Tamura (PL) defendeu a aprovação imediata do projeto de lei que já seguiu para sanção do prefeito. "Não estamos aqui para discutir invasão e não podemos incentivá-las. Eu acho que temos que respeitar o cadastro. Não tem só os moradores do Flores do Campo.. É claro que se tem pessoas de lá cadastradas, é justo pretensão de pleitear os futuros imóveis"
Segundo o presidente da Cohab, Luiz Cândido de Oliveira, a intenção é acomodar as famílias que hoje ocupam a obra até que seja retomado e concluído o residencial Flores do Campo pela Caixa Econômica Federal. "Neste caso específico estamos chamando de área de apoio. Mas eles estarão no processo de seleção que é comum. Como o principal critério é vulnerabilidade social , eles terão acesso as casas do Flores do Campo."
Após o período provisório, a intenção é disponibilizar o terreno do chamado 'ponto de apoio' para novos conjuntos habitacionais. "Queremos tranquilizar os moradores dos bairros que nós vamos desenvolver projetos habitacionais condizentes com a região para atender outras famílias cadastradas."
Já em relação a obra pendente do Flores do Campo, Oliveira disse que assim que os ocupantes saírem do local a Caixa Federal terá que retomar a obra, mas não determinou prazos . "Só não tenho o prazo para cumprimento da reintegração."
As áreas localizadas nas zonas Oeste e Norte foram avaliadas em R$ 2,7 milhões, enquanto a área do Marcado Quebec foi avaliada em R$ 1,3 milhão, conforme laudos da Comissão Permanente de Avaliação de Imóveis e de Preços Públicos do município.


