Pela primeira vez nesta legislatura, a Comissão de Justiça da Câmara de Londrina apontou ilegalidade em um projeto de lei do Executivo: trata-se da proposta que obriga as concessionárias de água e esgoto a contribuir, mensalmente, com um percentual de seu faturamento, ao Fundo Municipal do Meio Ambiente. O texto também prevê a obrigatoriedade de desconto para o município no serviço de água e esgoto. O dinheiro arrecadado custearia o Projeto Oásis, criado pela lei municipal 10.911, de abril de 2010, que estabelece "o pagamento mensal de remuneração a produtores rurais que se comprometerem a cuidar, manter e conservar as nascentes de suas propriedades".
No entendimento da comissão, o projeto gera desequilíbrio econômico-financeiro para a concessionária e, por isso, é ilegal. Se a obrigação fosse criada, afirma o parecer da comissão, a Sanepar passaria a ter assegurado o direito de reajustar a tarifa, o que acabaria "prejudicando a totalidade dos usuários". Conforme a Comissão de Justiça, a cobrança poderia ser estabelecida apenas para um contrato futuro, caso a prefeitura continue terceirizando o serviço.
O projeto original era de autoria do vereador José Roque Neto (PR), que o retirou de pauta por causa do vício de origem e da promessa de Kireeff de enviar o mesmo texto à Câmara.

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