Com o "lobby" do presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi, do presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Fabio Balan, e de diretores da X5 Tecnologia, a Câmara de Vereadores avaliava ontem a manutenção ou derrubada do parecer contrário da Comissão de Justiça à doação de uma área no valor de R$ 3,5 milhões para a instalação de um data center na zona sul. O projeto era tido como o mais polêmico da pauta.

Com a manutenção do parecer, o projeto seria arquivado. A derrubada levaria a doação de área para votação em primeira discussão ainda hoje, caso a Comissão de Finanças emita parecer favorável. Depois de mais de uma hora de explanações e esclarecimentos de dúvidas dos vereadores, o parecer não havia sido votado até o fechamento da edição.

O diretor técnico da X-5, Erlon Oliviera, afirmou que, em caso de rejeição, a empresa avaliaria áreas oferecidas por outras cidades, como Florianópolis. Maringá também já teria manifestado interesse. A X5, que pertence ao Grupo Xangô, promete investir R$ 40 milhões, num prazo de cinco anos, num data center que vai empregar, quando estiver em pleno funcionamento, 250 pessoas.

Entretanto, a comissão técnica do Legislativo viu como impedimentos o fato de o local pleiteado ser uma área de Serviço Público Local (SPL); o descompasso entre o capital social da empresa, de R$ 100, em comparação com o valor avaliado da área; e o fato de a aprovação da doação pelo conselho competente ser datado de 10 de julho, 15 dias após o registro da X5.

Erlon Oliviera afirmou que o terreno é ideal porque a empresa terá necessidade de energia elétrica de 5 megawatts e a subestação da Copel localizada próxima ao terreno oferece esta condição.

Ele admitiu, no entanto, que os técnicos que analisaram o projeto não foram ao Parque Tecnológico e não poderia descartar a existência da mesma capacidade de energia no local. "O que eu sei é que no Parque Tecnológico só há rede de fibra ótica da Sercomtel. E nós precisamos de redes de pelos menos quatro operadoras", declarou. (L.F.W. e Nelson Bortolin/Reportagem Local)

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