Projeto da reforma do prédio da Câmara custará até R$ 281 mil
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sexta-feira, 09 de agosto de 2019
Guilherme Marconi - Grupo Folha 

A diretoria da Câmara Municipal de Londrina deu início para a primeira grande reforma do prédio do Legislativo inaugurado há 42 anos. Nesta sexta-feira (7) foi publicado edital para licitação do projeto arquitetônico. O valor máximo do certame é de R$ 281.287,06 e a abertura dos envelopes das interessadas será o dia 23 de agosto.
A partir da assinatura do contrato, a vencedora terá até seis meses para entregar seis projetos: arquitetônico completo; de sinalização e comunicação visual; estrutural; hidrossanitários e prevenção de incêndios, incluindo reaproveitamento de água da chuva; instalações elétricas; e de sistema de ar condicionado.
Segundo o presidente da Câmara, Ailton Nantes (PP), a medida é fundamental para dar mais segurança aos funcionários e cidadãos que frequentam a Casa. A principal preocupação é com as rachaduras, infiltrações e com possíveis panes elétricas. Das 200 cadeiras do mezanino do plenário do Legislativo, 66 estão interditadas por exigência da Defesa Civil por questões de segurança. "Já tivemos dois princípios de incêndio, temos problemas nas linhas telefônicas. Esse prédio não oferece mais segurança."
Já o valor da reforma só será conhecido com a entrega dos projetos arquitetônico. O dinheiro para obra sairá de um fundo de R$ 21 milhões reservado desde 2009 para esse fim com verba do Legislativo. Entretanto, Nantes não soube afirmar o montante previsto para totalidade da obra.
A Câmara não definiu se será desocupar o prédio durante a reforma. "Isso vai ser estudado durante o processo. Mas há possibilidade de desocupar parcialmente." Dois engenheiros da Secretaria de Obras da Prefeitura de Londrina foram emprestados para acompanhar a obra.
Questionado sobre a utilização do fundo milionário, Nantes respondeu que a reforma do Legislativo é necessária porque o prédio foi inaugurado em 1977 e a Casa atende demanda de toda a população. "Aqui no centro cívico o prédio do Executivo passou por reforma e no Judiciário foi construído um prédio totalmente novo. Precisamos garantir a acessibilidade e segurança". Ele não descarta que as sobras poderão ser repassadas à Prefeitura de Londrina. Em 2017, o Legislativo repassou R$ 3,5 milhões do "fundão" ao Executivo para execução do projeto de mobilidade urbana.
O fundo, criado em 2009, é formado pelas "sobras" anuais de recursos públicos repassados pelo Executivo. Constitucionalmente, a Prefeitura de Londrina deve repassar ao Legislativo um percentual da receita; o que sobrar, deve, necessariamente, ser restituído aos cofres municipais. Apenas em razão do fundo, é que os recursos acabaram ficando no caixa da Câmara.


