Curitiba - Depois de uma manobra da base de apoio ao governador eleito, Beto Richa (PSDB), para impedir a votação do projeto de implantação da Defensoria Pública, o texto acabou aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa A análise da constitucionalidade do texto foi aprovada por unanimidade em uma sessão extraordinária da Comissão na tarde de ontem
Após a aprovação na CCJ o projeto deve ir para plenário Ontem o presidente da Assembleia, Nelson Justus, disse que colocará o texto em pauta assim que recebê-lo da Comissão
A votação do projeto foi resultado da repercussão ruim da manobra feita na sessão ordinária da CCJ no início da tarde, quando a votação do projeto de lei foi adiada por falta de quórum Três deputados da base de apoio ao novo governador deixaram a sala antes do início das discussões, causando o fim da reunião Para votar o projeto e continuar a sessão eram necessários sete deputados, mas só seis permaneceram na sala
A manobra, que teria sido liderada pelo líder de Beto na Assembleia, Ademar Traiano (PSDB), foi duramente criticada pelos deputados Tadeu Veneri (PT) e Jocelito Canto (PTB) ''É uma manobra legal, mas absolutamente imoral'', criticou Veneri, que é relator da matéria na CCJ ''O que foi feito na CCJ é uma covardia contra o povo paranaense'', completou Canto
A manobra também desagradou representantes de movimentos sociais que estiveram ontem na Assembleia para defender a implantação da Defensoria ''Vamos fazer atos públicos e cobrar na Justiça a prestação desse serviço que nos é garantido pela Constituição'', defendeu Carlos Henrique Santana, do Centro de Direitos Humanos de Londrina, depois que a reunião ordinária da CCJ foi cancelada
Segundo Santana, os cidadãos do interior são os mais prejudicados pela falta da Defensoria É que em Curitiba funciona o escritório improvisado que a Secretaria de Justiça mantém para fornecer assistência jurídica à população Mas não interior não há qualquer atendimento

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