O projeto que prevê o gerenciamento dos serviços de água e esgoto em Londrina pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) deve ir a votação em Plenário em no máximo duas semanas. A promessa é do presidente do Legislativo, Orlando Bonilha (PL), após a Casa ter definido ontem os seis nomes da Comissão Especial que coletará dos parlamentares sugestões de emendas à matéria. ''Não dá mais para esse projeto ficar aqui, o desgaste para nós tem sido muito grande'', disse.
A Comissão é composta pelos vereadores Sandra Graça (sem partido), Renato Araújo (PP), Gláudio Renato de Lima e Lourival Germano (PT), Tercílio Turini (PPS) e Sidney de Souza (PTB). A criação da comissão havia sido aprovada na sessão anterior, sugerida por Bonilha. Na ocasião, o vereador criticou uma suposta falta de ''firmeza'' por parte do prefeito Nedson Micheleti (PT) quanto ao estabelecimento da tarifa.
Em substitutivo enviado pelo Executivo à Câmara esta semana, a delegação da planilha ao usuário do serviço de saneamento fica a critério da concessionária atualmente, a Sanepar até que a Câmara Federal, em Brasília, aprove o Plano Nacional de Saneamento. Por essa lei, a tarifa será determinada pelos municípios.
Ontem, Bonilha voltou a afirmar que, com a supressão do artigo que outorgava ao poder público o estabelecimento da planilha, o projeto ''não passa''. O presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, defendeu na terça que o ''recuo estratégico'' é em face da impossibilidade de tanto a Sanepar quanto a Prefeitura definirem imediatamente um preço específico para Londrina.

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