Projeto Ágora quer subsidiar o pensamento político
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segunda-feira, 31 de julho de 2006
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Quando a Universidade Estadual de Londrina (UEL) anunciou, nos últimos três anos, mudanças que tornaram o vestibular da instituição mais conciso e interdisciplinar, um grupo de amigos e professores de ciências humanas resolveu se unir e criar um organismo de sustentação aos alunos que pleiteassem uma vaga no novo modelo. Desenvolvidas as bases da proposta, dessa vez o projeto - batizado de Ágora - quer fornecer subsídios ao seu público-alvo, formado por alunos entre 15 e 20 anos, para combater o clima de insatisfação e incredulidade em relação à política e mudá-los da condição de espectadores à de transformadores dessa realidade.
À primeira vista ousada, a base de trabalho do Ágora defende, na realidade, a criação de situações reais de debate nas quais os problemas são apresentados sob os mais variados ângulos e visões ideológicas. Além das discussões dentro do projeto, a proposta adota a partir de hoje uma série de palestras e debates mensais com pensadores e políticos, no auditório do hotel Crystal (Centro). O primeiro convidado - para o evento que se inicia às 19 horas - é o jornalista e sociólogo Demétrio Magnoli, consultor da Fundação Alexandre de Gusmão, do Ministério das Relações Exteriores. Magnoli vai falar sobre o papel dos veículos de comunicação na cobertura política.
De acordo com um dos fundadores do Ágora, o professor de geografia Roberto Costa Barros, a idéia de fazer um debate amplo sobre política é uma forma de derrubar idéias equivocadas a respeito dela. ''Nosso público não tem mais a perspectiva de que o voto não traz mais mudanças - é como se política e desonestidade fossem sinônimos, e acreditamos que isso não é verdade'', afirma Barros.


