Proguarda tenta receber valor de aditivo retido
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
A Proguarda, empresa que responde ação por improbidade administrativa por aditivo irregular em contrato com a Prefeitura de Londrina, segundo o Ministério Público, e cujos sócios foram indiciados por peculato e formação de quadrilha na semana passada, informou, por meio de nota publicada em um jornal da capital, que ''vem cobrando da prefeitura exatamente o valor de R$ 1.112.346,94, que, após regularmente pagos, foram ilegalmente retidos pela administração anterior, justamente em face da proposição, pelo Ministério Público local da referida ação por improbidade''.
O valor se refere ao aditivo, que segundo investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi pago mesmo com pareceres contrários de servidores da Secretaria de Gestão Pública e da Procuradoria Jurídica nos quais os técnicos argumentavam que não havia justificativa para o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. Após a Controladoria-Geral apontar irregularidades no aditivo, a Gestão Pública reteve pagamentos até o montante do aditivo.
Quanto à ação de improbidade, a Proguarda diz que já apresentou defesa prévia e que ''formalmente sequer a empresa está sendo processada'' porque a ação ainda não foi recebida e, em relação ao indiciamento, a nota informa que os diretores ficaram ''surpreendidos'' e ''reafirma a regularidade de toda a sua relação e contratos com a prefeitura de Londrina, seu compromisso com qualidade dos serviços prestados e com a exatidão dos pedidos de reajuste ou repactuação de preços''. ''Desse modo, mais do que demonstrar e registrar toda indignação, o Grupo Proguarda reafirma a correção de seus procedimentos'', finaliza a nota.


