Proguarda executou contratos milionários
A Proguarda começou a operar em Londrina em 1º de setembro de 2009, quando, por dispensa de licitação, executou um contrato de R$ 2,7 milhões por 109 dias. O contrato foi prorrogado e, pelo menos, mais R$ 1,8 milhão foram pagos à empresa. Cada um dos 555 serventes, àquela ocasião, custava R$ 1,3 mil (menos do que após a licitação). Questionado sobre a razão da escolha da Proguarda para prestar o serviço, já que a empresa não tinha sede em Londrina, Marco Cito disse que à época ainda não era secretário de Gestão Pública.
Em março do ano passado, o serviço de limpeza dos prédios públicos foi licitado e a Proguarda venceu a licitação entre quatro participantes por valor 17% inferior ao seu primeiro lance. Em agosto do ano passado, a Proguarda foi chamada novamente para prestar serviços ao município, porém, sem licitação. Um contrato com valor mensal de R$ 143 mil, pelo prazo de 180 dias, foi firmado para prestar serviços de alarmes monitorados e monitoramento de imagens. Em janeiro deste ano, um novo contrato emergencial foi firmado e prorrogado. Em 12 de maio, a empresa venceu licitação para este serviço e assinou contrato no valor R$ 1,3 milhão.
A reportagem manteve contato com a empresa, em Londrina, e a atendente informou que nenhum dos funcinários poderia dar entrevita sobre o assunto. Também foi informado que a Proguarda não tem - e não pretende ter - nenhum outro cliente na cidade além da Prefeitura Municipal. (L.C.)





