Programas devem começar com propostas
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segunda-feira, 16 de agosto de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Campanha propositiva. O termo está na moda entre os marqueteiros que orientam a elaboração dos programas de rádio e TV dos candidatos a prefeito e vereador em Curitiba que começam a ser veiculados a partir de hoje. Todos os partidos ouvidos pela Folha garantiram que o objetivo do horário eleitoral gratuito é apresentar propostas, e não criticar os adversários.
O coordenador de marketing da campanha de Osmar Bertoldi (PFL), Cláudio Loureiro, duvida que a campanha seja mantida em um alto nível até o final. ''À medida que um candidato começar a se destacar, a tendência é que os outros partam para atacá-lo'', analisa Loureiro.
Angelo Vanhoni (PT) deixou a elaboração de seu programa nas mãos da equipe do publicitário Duda Mendonça, que trabalhou na eleição para presidente de Lula. O conteúdo, porém permanece secreto. ''O que podemos adiantar é que teremos a participação de membros do governo federal e que a linguagem será dinâmica'', afirmou o coordenador de imprensa, Gilmar Piola.
Beto Richa (PSDB) pretende mostrar que o vínculo com o governo federal pode ser uma faca de dois gumes para o petista. ''Não vamos esquecer pontos que são de alcance nacional mas afetam a cidade'', destacou Fernando Ghignone, coordenador da campanha de Beto.
Do lado oposto dos ''marajás'' do tempo na TV estão os partidos pequenos, que terão menos de um minuto. É o caso do PV. ''Mesmo que a gente tivesse mais tempo, não teria dinheiro para produzir os programas'', lamenta Borba Mestre, coordenador da campanha do candidato Melo Viana (PV).


