O programa de governo que o PT está trabalhando para Londrina, segundo Nedson Micheleti, atende a cinco pontos básicos: justiça social, cidadania, questões urbanas, gestão da máquina pública e desenvolvimento econômico. ‘‘Não quisemos fazer uma campanha com propostas pontuais, mas assumir um ponto de vista multidisciplinar, que envolva as questões da região, da cidade’’, disse.
Segundo ele, a questão da justiça social envolve diversos pontos a serem explorados pela administração municipal, com políticas direcionadas. Como exemplos, ele cita a melhoria da distribuição de renda e prestação de serviços públicos essenciais – educação, saúde e assistência social etc.
Outro ponto, o da cidadania, estaria ligado à questão do direito à segurança, direito das minorias, da mulher, dos adolescentes e da terceira idade. ‘‘Uma idéia que temos nessa área é termos centros integrados de cidadania, uma rede de cidadania, com pontos chaves nos bairros. É uma coisa barata, simples, e que integra as pessoas nas questões de cidadania, de cultura, participação’’, afirmou.
Na área da habitação, especialidade do candidato, Nedson acredita que é importante recuperar projetos voltados para as camadas mais carentes da população, como por exemplo projetos de urbanização de favelas. Ele não descarta, no entanto, a continuidade do Projeto Renascer, idealizado por Assad Jannani. ‘‘Para essa faixa de pessoas que tem condições de pagar a poupança mensal, não tem problema. Mas hoje a grande demanda de moradia são as pessoas de baixíssima renda, que está ocupando fundo de vale ou até campos de futebol.’’
Nedson observa que a atenção às famílias de baixa renda não gera, necessariamente, a atração desenfreada de carentes para a cidade. ‘‘Só ocorre se você fizer disso um marketing para o Estado do Paraná. O Jaime Lerner, por exemplo, é profissional nessa área. Na periferia de Curitiba tem gente do Paraná inteiro, que foi procurar emprego nas montadoras’’, atestou.
O candidato do PT disse também que pretende dar especial atenção a duas áreas de importância vital para a cidade: o lixo e o transporte público. ‘‘Hoje o que temos são concessões públicas sem o mínimo controle, nem mesmo da qualidade do serviço. A idéia de trabalharmos de forma participativa envolve também o controle dos serviços públicos, sem negociata nas transações entre o controle público e as empresas.’’
Sobre uma eventual privatização da Sanepar (companhia de saneamento e água), Nedson garante que a prefeitura deverá municipalizar o serviço. ‘‘Não admitiremos que um serviço básico como esse seja trabalhado pela iniciativa privada. Onde isso aconteceu foi um desastre.’’

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