Programa federal vai beneficiar 400 jovens de Londrina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Consórcio Social da Juventude (CSJ), braço do Programa Primeiro Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que tem como objetivo capacitar jovens para o mercado de trabalho, está sendo implantado em Londrina, Arapongas e Apucarana. O governo federal liberou R$ 2,7 milhões para a implementação do programa em Londrina e região. O valor é semelhante ao aplicado em Curitiba ano passado. Porém, na Capital o CSJ foi denunciado por suposto desvio de verbas e interrompido. Em breve Maringá também deve receber o CSJ.
Em Londrina e região o CSJ pretende capacitar 700 jovens de baixa renda com idade entre 16 e 24 anos e renda familiar per capita até meio salário mínimo 400 em Londrina e 150 em cada uma das duas cidades. A entidade do governo federal responsável pela organização, monitoramento, fiscalização e posterior inserção dos jovens no mercado de trabalho no Paraná é a Delegacia Regional do Trabalho (DRT-PR). Segundo a delegada substituta do trabalho da DRT-PR, Leila Raboni, a região de Londrina foi escolhida porque possui demanda e também porque atende o critério demográfico.
A seleção dos participantes do CSJ será feita com base em um cadastro de jovens que se encontram em situação de vulnerabilidade mantido pela Secretaria Municipal de Assistência Social, uma das parceiras do programa. As inscrições para entrar no Consórcio começaram desde o início de janeiro. Os jovens serão procurados pelo município para se cadastrar na Agência do Trabalhador da cidade. Quem não for procurado e tiver interesse pode ir direto à Agência e se inscrever. As atividades do CSJ, que paga uma bolsa-auxílio de R$ 150 e vale-transporte, devem começar em março.
Leila explica que a DRT vai acompanhar todo o processo de execução do Consórcio para certificar que os critérios acordados com o governo federal serão de fato cumpridos. A entidade âncora, que vai coordenar e selecionar as entidades que vão ministrar as oficinas do programa em Londrina, é Fundação do Ensino Técnico de Londrina (Funtel). Em Curitiba o problema aconteceu justamente com a entidade âncora, a Fundação Estadual de Cidadania (FEC). Na Capital também não houve fiscalização por parte da DRT.
A FEC foi acusada pelas entidades que executaram o CSJ em Curitiba de não repassar toda a verba prevista e algumas suspeitas foram levantadas sobre a compra de material e lanches para o programa. O Ministério Público (MP) federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) no Paraná ainda estão investigando a entidade e, por isso, o programa foi suspenso. A delegada substituta da DRT-PR afirmou que a falta de fiscalização em Curitiba se deu porque a FEC não permitiu. ''Eles entendiam que eram subordinados apenas ao MTE'', explicou.


