Taniguchi, em gravação ontem: 10 minutos e 26 segundos para ‘‘mostrar o que foi feito e o que pretende fazer’’Lúcio Horta
De Londrina e
Rubens Burigo Neto
De CuritibaQuem ligou a TV ontem às 13 horas esperando ver os candidatos a prefeito se decepcionou. A estréia do palanque eletrônico foi dos candidatos a vereador. Em Londrina, porém, Nedson Micheleti (PT) driblou a orientação da Justiça Eleitoral e entrou em cena. A aparição já resultou em questionamentos (ler texto ao lado). Em Curitiba, o primeiro programa do horário gratuito revelou que os partidos e coligações vão apostar na reeleição. Com poucas exceções, os 35 atuais vereadores do município receberam maior destaque – mais tempo e condições de produção diferenciadas – nos programas de meia hora cada, veiculados das 13 horas até 13h30 e das 20h30 até 21 horas.
As denúncias de corrupção envolvendo o prefeito cassado Antonio Belinati (PFL) foram a tônica dos programas em Londrina. Nedson afirmou: ‘‘A cidade está envergonhada’’. O tom de crítica foi temperado com fala de populares na rua. ‘‘Prefiro votar num cachorro do que num corrupto’’, esbravejou uma senhora. Outro senhor ameaçou rescussitar a velha receita do cacique Juruna, ex-líder xavante. ‘‘Vou gravar as promessas num gravador e depois cobrar dos vereadores’’, ameaçou.
Mas houve também quem saísse em defesa de Belinati. ‘‘Trabalhei com lealdade ao prefeito Antonio Belinati’’, anunciou a ex-chefe de gabinete da prefeitura, Sandra Graça, candidata a vereadora pelo PSB. O nome do prefeito cassado também foi citado pelo sobrinho dele, Marcelo Belinati, candidato do PSB a uma vaga na Câmara. ‘‘Como médico do HU e no convívio com meu tio...’’, começou dizendo.
Em Curitiba, o espaço de meia hora na televisão é dividido entre 14 coligações ou partidos – sete apóiam o candidato a reeleição Cassio Taniguchi (PFL) e duas o candidato do PT, Ângelo Vanhoni. Somados, os tempos das coligações que apóiam o atual prefeito ultrapassam os 13 minutos, enquanto as que sustentam a candidatura do deputado estadual do PT somam pouco mais de 4 minutos.
A opção de privilegiar os candidatos à reeleição ficou evidente nos programas do PSDB, do PSB e da coligação PFL-PTN (‘‘Sempre Curitiba’’). O senador Alvaro Dias abriu o programa dos tucanos – que dura 4min35s, pedindo votos aos candidatos que apareceriam em seguida. Os primeiros a surgir na tela foram os três vereadores do PSDB que tentam a reeleição.
Os candidatos tucanos a vereador de Londrina usaram praticamente toda a fala no horário gratuito para pedir votos para o candidato a prefeito Luiz Carlos Hauly, destacando suas qualidades. O programa da coligação que apóia Luiz Eduardo Cheida (PMDB) também usou o horário gratuito para ‘‘martelar’’ o slogam da campanha – ‘‘é certo, é Cheida’’ – repetido por todos os candidatos.
O senador Roberto Requião comandou o programa do PMDB de Curitiba, quando apresentou a cópia de uma entrevista do secretário dos Transportes, Heinz Herwig, sustentando a idéia da cobrança de ‘‘pedágio urbano’’ em Curitiba. A entrevista foi veiculada numa emissora local de televisão em 1998.
DivulgaçãoMAIOR TEMPO

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