Profis passa em primeira discussão
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Levado a votação em regime de urgência, ontem, o projeto do Executivo que institui o Programa de Recuperação Fiscal (Profis) foi aprovado em primeiro turno para recebimento de emendas. A proposta, apresentada em maio pelo prefeito Barbosa Neto (PDT), prevê a regularização de créditos do Município referentes a dívidas contraídas até 31 de dezembro de 2006 de contribuintes inscritos em dívida ativa, incluídos ou não em ação de execução fiscal. A contar pelo clima ontem nos bastidores, para segundo turno a proposta da administração deve vir retalhada de alterações. A administração municipal estima que, hoje, por volta de 30 mil contribuintes tenham com o o erário uma dívida em torno de R$ 150 milhões.
O projeto estabelece, por exemplo, que qualquer contribuinte que deva ao fisco municipal até 31 de dezembro de 2006 poderá quitar sua dívida em parcela única ou renegociá-la em 24 parcelas mensais, com incidência de juros reduzida. Outro ponto é o perdão de saldos remanescentes de qualquer espécie de créditos tributários, inscritos em dívida ativa, mas ainda não executados, cujo valor atualizado não ultrapasse os R$ 150. Os interessados pode assinar o termo de adesão ao programa até 60 dias a partir da publicação da lei prazo que, por sinal, é uma das controvérsias discutidas entre os parlamentares.
Na expectativa de adesão ao Profis, o Executivo estima a soma de 15 mil contribuintes e a arrecadação de aproximadamente R$ 30 milhões, além de uma renúncia fiscal orçada em pouco mais de R$ 1,932 milhão. Além do perdão de dívidas de R$ 150 e da renegociação facilitada daquelas de valores diversos, a proposta voitada ontem ainda estabelece que devedores com débitos entre R$ 150 e R$ 500 serão cobrados apenas na esfera administrativa, sem execução. A matéria recebeu pareceres favoráveis das comissões permanentes de Constituição e Justiça (CCJ) e de Finanças e Orçamento.
Um dos críticos da matéria em plenário, o vereador Tito Valle
(PMDB) defendeu que a proposta precisa mudar: deve-se ampliar o limite de isenção. O projeto tinha que ser mais audacioso, seria mais justo, discursou.
Presente à votação, o secretário municipal de Governo, José do Carmo Garcia, negou que a iniciativa beneficie devedores em detrimento de quem quita os impostos e/ou taxas sem atrasos. Quem paga à vista goza de descontos, e quem vai financiar agora o que deve não terá redução do valor principal. Além disso, temos 80 mil ações de execução na Justiça; se a lei for sancionada, podemos desafogar até mesmo essa demanda do Judi-ciário, argumentou.


