Profis já arrecadou R$ 23 milhões
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domingo, 13 de dezembro de 2015
Luís Fernando Wiltemburg<br> Reportagem Local 
A menos de dez dias para terminar o Profis (Programa de Regularização Fiscal), a Prefeitura de Londrina já arrecadou R$ 23 milhões em pegamentos incentivados pela proposta e corte de multas e juros. A expectativa de arrecadação era atingir R$ 28 milhões, mas o secretário da Fazenda, Paulo Bento, acredita que a marca será alcançada até o dia 22, segunda data de encerramento.
O Profis foi aprovado pela Câmara Municipal de Londrina (CML) e sancionado pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD) em setembro, com duas datas de término. O texto previa descontos diferentes de juros e multas das dívidas para pagamentos à vista e parcelado e que reduziam de acordo com que se aproximavam da data de conclusão.
Para quem deve mais de R$ 5,1 mil, a adesão se encerra no próximo dia 18. Até lá, quem pagar à vista tem corte de 70% nas multas e juros e 50% se parcelado em até doze vezes. Os menores devedores, de até R$ 5,1 mil, têm um prazo maior: até o próximo dia 22, recebem desconto de 100% em multas e juros no pagamento à vista e 60% se parcelado.
A proposta de prorrogar o Profis para os menores devedores surgiu com emenda proposta pelo vereador Jamil Janene (PP) e possibilita a utilização do 13º salário para quitar os débitos. "É uma ótima oportunidade, porque o desconto é significativo e a pessoa fica livre dos débitos e o imóvel, livre do fisco", afirma Bento.
De acordo com o secretário, a expectativa é de que a arrecadação do Profis entre como superavit para o próximo ano. Porém, ao enviar o projeto de lei para a CML, a justificativa do Executivo é que as projeções fiscais indicavam possibilidade de deficit de R$ 22 milhões no fim do ano.
À época, Bento explicou que era provável que a previsão não se concretizasse, devido a outras ações para evitar o rombo. "Mas não queremos correr o risco de chegar no fim do ano e dizer que não temos dinheiro para pagar salários", afirmou a jornalistas na CML em uma das votações. Ele justificou que a medida tinha um caráter mais preventivo do que obrigatório.
O secretário da Fazenda afirmou que ainda não foi concluída a contabilidade de 2015, mas que vai "fechar o ano (no azul)".


