Professores tentam derrubar veto na Assembléia
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de março de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Além de suspender as contratações previstas, o limite de gastos com pessoal previsto na LRF também foi o argumento utilizado pelo governo Requião para adiar a concessão do reajuste do salário dos professores estaduais para abril. Pelo texto do novo Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV) da categoria aprovado na Assembléia Legislativa, o reajuste deveria ser retroativo a fevereiro. O governador, porém, decidiu vetar na segunda-feira o artigo que previa o reajuste retroativo, alegando que o Estado não conseguiria cumprir a meta de gastos previstos na LRF no primeiro quadrimestre do ano.
O presidente do Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), José Lemos, discorda dos cálculos do governo. Ontem, representantes dos professores discutiram o assunto com o deputado estadual Natálio Stica, que deve assumir oficialmente a função de líder do governo na Assembléia nos próximos dias. A categoria quer que os deputados derrubem o veto de Requião, alegando que os cálculos apresentados pelo governo estão errados.
''Fizemos um acordo com o governo para a elaboração do PCCV, e foi confirmado que o impacto na folha de pagamento não desrespeita a LRF. Não dá para aceitar agora que alguns técnicos da Secretaria da Fazenda tragam cálculos diversos. Pedimos ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) que avaliasse os novos cálculos, e já foram encontradas incongruências'', afirmou Lemos.
Os dirigentes da APP-Sindicato tinham uma reunião marcada ontem com o secretário de Estado da Educação, Maurício Requião, para tentar solucionar o impasse, mas o encontro foi transferido para amanhã. ''Queremos solucionar isso através da negociação, mas a solução tem que ser rápida, porque a revolta entre os professores é geral'', comentou Lemos.


