Curitiba - O governo do Estado e os professores da rede estadual de ensino começaram ontem a rodada de negociações em torno do Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV) da categoria. Dirigentes do Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) se reuniram com o secretário estadual de Educação, Maurício Requião. O principal ponto da pauta foi a diferença no reajuste oferecido pelo governo para os salários dos ativos e dos inativos.
O percentual de reajuste oferecido aos professores não foi divulgado, mas o deputado estadual Natálio Stica (PT), vice-presidente da Assembléia Legislativa, afirmou na quinta-feira em entrevista à Folha que aumento deveria ficar ''entre 30% a 40% do último salário de pelo menos 90% dos professores da ativa''. A APP-Sindicato, porém, quer que tanto os professores inativos como os ativos tenham o mesmo índice de reajuste.
De acordo com a Secretaria de Educação, o Estado tem 45.300 professores ativos e 32.312 inativos registrados no seu quadro próprio. Na próxima quarta-feira, Maurício e os professores devem se reunir novamente para tentar chegar a um acordo quanto aos reajustes. Os técnicos da secretaria elaborarão nos próximos dias tabelas com reajustes iguais para as duas classes de professores, e outras com pequenas variações, para que a APP escolha a que julgar mais interessante.
Outro ponto de discussão foi a situação dos cerca de 8 mil professores que não pertencem ao quadro próprio e foram contratados seguindo as normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Desde o ano passado, o governo está promovendo a demissão dos celetistas e realizando concurso para admitir professores pelo quadro próprio.
Ontem, o secretário Maurício Requião sinalizou com a possibilidade de manter mil professores celetistas provisoriamente em atividade: os que conquistaram cargos eletivos na direção das escolas e os que forem considerados indispensávis para o andamento normal das aulas em escolas menores.

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