O Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) recusou o reajuste médio de 40% para os funcionários da ativa proposto pelo governo estadual. O percentual representaria um acréscimo de R$ 270 milhões na folha de pagamento do Estado. Ontem, cerca de 150 servidores da rede estadual de Ensino se reuniram na sede do sindicato em Londrina, para discutir o aumento dos salários e outros pontos do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da categoria.
O reajuste proposto, na última sexta-feira, pelo secretário de Estado de Educação, Maurício Requião, ficou bem aquém dos 95% exigidos pelos professores. Mas foi um outro ponto da proposta que causou mais indignação entre a classe: a diferenciação das reposições para ativos e inativos. De acordo com o presidente estadual da APP, José Lemos, que participou do encontro em Londrina, o governo acenou com um reajuste médio de 20% para os aposentados, variando de acordo com o nível de carreira. A vinculação dos aumentos também valeria para os professores na ativa, outra proposição que desagradou aos professores.
''Nossa proposta é que o reajuste seja linear, pois todos têm defasagem salarial. Também reprovamos a tabela que discrimina o aposentado e exigimos que se cumpra o preceito de isonomia'', sentenciou Lemos. Durante a assembléia, professores alertaram que, caso os inativos não alcancem os mesmos benefícios dos ativos, os docentes não terão mais estímulo para se aposentar. Como consequência, haverá um aumento no número de jovens desempregados. Outra questão que preocupa a categoria é o destino dos cerca de 8 mil celetistas do Estado, que podem ser demitidos.
Uma outra reunião foi agendada para amanhã. Nela, o secretário Maurício Requião deverá apresentar uma contraproposta para a categoria.

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