Integrantes do Conselho Universitário da UEL reagiram ontem à nota publicada nos jornais, em nome da UEL e do reitor, criticando o episódio da quarta-feira. Na avaliação de César Caggiano Santos, Testa e o vice-reitor, Mauro Ticianelli, colocaram em xeque a autonomia universitária. ‘‘Foi um desrespeito ao Conselho Universitário, que é o órgão máximo da UEL, e isso não pode ocorrer’’.
De manhã, membros do Diretório Central de Estudantes (DCE) fizeram um ‘‘arrastão’’ pelo campus, convocando os alunos a participarem de uma reunião no anfiteatro do Centro de Ciências Biológicas (CCB). No local, os conselheiros exigiram que a Assessoria de Relações universitárias (ARU) publicasse nos jornais a carta encaminhada ao governo e ao secretário Ramiro Wahrhaftig. Nele, o conselho submete o nome de Pedro Gordan para reitor interino. Estudantes e professores apoiaram decisão do conselho e ficaram em reunião o dia todo.
Na avaliação de Gordan, enquanto não houver uma posição do Governo do Estado, o reitor ‘‘de fato’’ permanece sendo Testa. ‘‘Mas acho que de direito não. De direito é a universidade, representada pelo seu órgão máximo que é o Conselho Universitário. Ele delegou a mim a missão de levar a universidade com a maior tranquilidade possível’’.
‘‘Pessoalmente, sugiro que todas as pessoas que tenham cargo na UEL se demitam e que o reitor toque a universidade sozinho’’, alfinetou o professor Luiz Carlos Bruschi.

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