Professores celetistas receberão 16,6% a menos, diz APP-Sindicato
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quarta-feira, 26 de maio de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A APP-Sindicato, entidade que representa os professores do Estado, calcula que os celetistas da categoria receberão, com base no último contracheque, 16,6% a menos. Os professores constataram o problema ao acessar os dados na internet, segundo a APP. Os cerca de 16 mil celetistas representam 20% dos 78 mil professores da rede pública na ativa.
Este mês começam a ser pagos os aumentos previstos no Plano de Cargos e Salários dos professores. Os aumentos no plano são de 33% em média, sobre a folha anterior. O Palácio Iguaçu alega que passa a gastar R$ 23 milhões a mais por mês para pagar os aumentos. Além dos celetistas, alguns estatutários também contestam o aumento que viram no contracheque, que seriam menores do que o devido. ''Orientamos os professores a solicitar a correção de valores, protocolando a solicitação nos núcleos de educação ou diretamente na Secretaria de Educação'', disse o presidente da APP, José Lemos.
A Secretaria da Educação, porém, argumenta que a folha ainda está em processamento. Segundo o diretor-geral da pasta, Ricardo Bezerra, a folha não foi fechada, e por isso os valores não são finais. De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, os diretores da pasta passaram a tarde de ontem reunidos, discutindo o assunto.
Em relação aos celetistas, José Lemos disse que a entidade pode entrar na Justiça, exigindo o pagamento dos 16,6%. Esse percentual refere-se ao descanso semanal remunerado. Esse é mais um ponto de atrito entre governo e professores. Além da recente demissão de professoras grávidas, contestada pela APP, os professores aguardam a votação, na Assembléia Legislativa, do veto parcial ao Plano de Cargos e Salários. O governador Roberto Requião (PMDB) vetou o artigo que previa o pagamento retroativo a fevereiro dos aumentos previstos no plano.
No dia 1º data-base dos servidores , os professores reúnem-se em audiência pública na Assembléia Legislativa, com a Comissão de Educação, para discutir o veto e a questão dos celetistas. No dia 4 de junho, em Curitiba, a categoria se reúne para discutir uma nova tabela de vencimento e um novo plano de carreira para os funcionários de escolas.


