Professores aderem a paralisação nacional
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de agosto de 2001
Ellen Taborda<BR>Erika Wandembruck<BR>De Curitiba 
Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) entram em greve por tempo indeterminado a partir de hoje. Eles acompanham a greve nacional do funcionalismo público federal. A decisão foi tomada ontem, durante assembléia. Os servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de professores, alunos e funcionários técnico-administrativos do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) também aderem a partir de hoje à paralisação.
As principais reivindicações do funcionalismo são: reposição salarial de 75,48%, índice acumulado da inflação desde o início do Plano Real, em junho de 1994, além da garantia de estabilidade no emprego, investimento em pesquisas pelas universidades públicas, incorporação de gratificações, planos de cargos e salários e concurso público.
De acordo com a diretora da Associação dos Professores da UFPR, Milena Martinez, não há ainda como prever como será a adesão dos cerca de 1,5 mil docentes da universidade. Eles se somam aos servidores da UFPR, que estão parados há quase um mês.
A Associação dos Servidores do IBGE espera que 70% dos 197 funcionários em todo o Paraná entrem em greve. Além das reivindicações gerais da categoria, eles esperam acabar com a contratação de funcionários temporários, que trabalham por dois anos e ganham menos que o piso do IBGE.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Docentes do Cefet (Sindocefet), Edson Fagundes, mais de mil professores, dos 1,2 mil lotados nos seis Cefets existentes no Estado deve aderir à paralisação.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) adiantou que não deixará os alunos assistirem aulas no Cefet de Curitiba. ''Não queremos apenas apoiar os professores, mas obrigar a direção do Cefet a suspender processos administrativos e sindicâncias contra estudantes'', afirmou o secretário do DCE, Peterson Borsatto.
A direção do Cefet se posicionou favorável à greve dos funcionários, mas contra a manifestação dos estudantes. ''Eles estão se aproveitando do momento para reivindicar anistia. Se amanhã (hoje) houver depredações vamos adotar as medidas legais'', ameaçou o vice-diretor do Cefet, Cezar Romano. Mais de 50% dos 600 servidores técnico-administrativos do Cefet lotados nas seis unidades do Estado aderem desde hoje ao movimento.
Os servidores da Justiça Federal de Curitiba definiriam a posição sobre a greve em assembléia realizada ontem à noite. Na semana passada, eles paralisaram as atividades por duas horas em dois dias consecutivos. Os fiscais da Receita Federal aguardam o resultado de assembléia nacional da categoria, no final de semana, em Fortaleza (CE).


