Quatro professoras do ensino fundamental de Juranda (78 km a oeste de Campo Mourão) acusam o prefeito Militino Malakoski (PTB) de perseguição. Alani de Fátima Schmidt, Ady Xavier, Devanilde Panício e Bernadete Checaleski davam aulas no primário e foram transferidas na quinta-feira para pré-escolas e creches.

''Foi perseguição porque vínhamos denunciando o uso irregular de recursos do Fundef (fundo de uso exclusivo no ensino fundamental)'', disse Alani. Segundo ela, a prefeitura vem usando o dinheiro para a manutenção de creches e da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), o que não é permitido.

As professoras também querem uma prestação de contas dos R$ 326,3 mil destinados em 2000 ao pagamento dos professores. ''A folha de pagamento era de no máximo R$ 24 mil'', ressaltou Alani.

O prefeito nega as acusações. ''Não existe roubo nem irregularidade'', afirmou. ''Foi um remanejamento normal''.

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