Professora critica postura no processo de paternidade
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terça-feira, 29 de março de 2011
Alfredo Junqueira <br> Agência Estado <br> 
Rio - A trajetória do ex-vice-presidente da República José Alencar como ''self made man'', que saiu de uma família pobre para se tornar um dos empresários mais bem sucedidos do País, foi destacada pela historiadora e cientista política da PUC-Rio Maria Celina d'Araujo.
A professora lembrou que, apesar de Alencar, como representante do empresariado brasileiro, ter marcado posição contra a manutenção dos juros altos na economia, ele foi um vice que ''não atrapalhou''. Como ministro da Defesa, entre 2004 e 2006, cumpriu a função de demonstrar prestígio às Forças Armadas, mas também teve um desempenho discreto.
''Como ministro, ele foi um figurante. Nada fez e nada disse. Mas resolveu um problema para o presidente ao sinalizar prestígio para as Forças Armadas'', apontou a professora.
Maria Celina, no entanto, critica a postura de Alencar em relação ao processo de reconhecimento de paternidade movido pela professora aposentada Rosemary de Morais. Em entrevista em agosto do ano passado, o então vice-presidente declarou: ''Se fosse assim, todo mundo que foi à zona um dia pode ser (pai)'', ao ser questionado sobre o assunto.
''Do ponto de vista da mulher, eu acho que ele teve uma posição lastimável nessa história. Foi lastimável ele qualificar a mãe dessa moça como prostituta. Nada impediria que ele assumisse a paternidade. É lamentável esse posição de que prostituta ou seu filho não merecem respeito. É uma postura indelicada e anacrônica'', criticou Maria Celina. '' Nesse ponto, se comportou da pior tradição machista''.


