A falta de controle de frequência dos servidores fez com que um professor da rede municipal de Educação recebesse os salários referentes aos meses de fevereiro e março, cerca de R$ 2 mil, mesmo cumprindo pena na Penitenciária Estadual de Londrina desde o início de fevereiro. O fato foi levantado ontem pela TV Tarobá (retransmissora da Rede Bandeirantes).
Segundo a secretária municipal de Educação, Carmem Sposti, o professor Odenir Machado Viegas Junior ministrou aulas de Geografia para alunos de 5 a 8 séries do Ensino Fundamental de 1994 à 1997, e desde 2000 estava cedido para a Câmara de Vereadores. ''Ele estava cedido para a Câmara e não tivemos informação de que ele estava preso. A frequência é controlada mediante recebimento de boletim de frequência. Os boletins estavam sendo cobrados da Câmara, mas não estávamos recebendo. Não recebemos a frequência no mês de fevereiro e março'', afirmou a secretária.
Conforme Carmem ''não é comum'' o pagamento de servidores sem o boletim de frequência, mas no caso de servidores cedidos para outros órgãos ''não é praxe suspender os pagamentos''. ''Fazemos o controle dos nossos professores mas com servidor cedido, o órgão que está recebendo o servidor é responsável por fazer o boletim de frequência. Vamos agora apurar as responsabilidades porque, se houve pagamento indevido, vamos ter que ressarcir o erário'', complementou.
No entanto, conforme o diretor da Câmara de Vereadores, Rubens Canizares, o servidor foi devolvido à Prefeitura no início de janeiro. ''Ele foi cedido para a Câmara de 2003 até o final de 2004. No dia 5 de janeiro a Prefeitura pediu a devolução de todos os funcionários cedidos para a Câmara. Devolvemos todos para suas secretarias de origem'', explicou. ''Existem alguns funcionários que prestam serviços para a Câmara há anos e pedimos a cessão de novo. Oficiamos a prefeitura e a prefeitura disponibilizou mas não foi pedida a cessão dele para a Câamara no início do ano'', garantiu. Canizares não soube dizer qual a função que o servidor exercia na Câmara. ''Também não sabia que ele estava preso'', disse.
O servidor também era professor da rede estadual de Educação. O chefe do Núcleo de Educação de Londrina, Rony dos Santos Alves, afirmou que soube da prisão do professor no início de dezembro de 2004. A pedido do advogado do professor, ele estaria licenciado do cargo sem vencimentos desde dezembro. ''Recebemos a notificação de que ele estava detido na primeira semana de dezembro. Em nenhum momento ele foi solto'', afirmou Alves.

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