Um professor da rede estadual de ensino e dois estudantes ligados à União Paranaense dos Estudantes (UPES) ficaram nus, ontem, em frente ao prédio da Assembléia Legislativa do Paraná, no Centro Cívico, em Curitiba. Eles protestavam contra falta de repasse dos vales-transporte pela Secretaria de Estado da Educação. Segundo o Núcleo Sindical de Curitiba e Região Metropolitana da APP-Sindicato, os professores estão há dois meses sem receber o benefício.
Os manifestantes tiraram toda a roupa e usaram cartazes com formato de um vale-transporte como ''tapa-sexo''. No centro, os dizeres: ''Nesse governo vale tudo. Só não vale transporte...e saúde, educação e segurança''. O protesto durou cerca de cinco minutos. ''É melhor a gente colocar a roupa, se não daqui a pouco a polícia vem nos prender'', disse Francisco Kiko França, professor do Colégio Estadual Paulo Leminski, satisfeito com o resultado da manifestação. Os estudantes Paulo César Klaus e Emílio Emanuel Tomazini de Oliveira se solidarizaram ao protesto dos professores, que teve ainda tom de crítica contra a venda da Copel.
França relatou que professores e funcionários estão sendo obrigados a retirar o dinheiro que seria destinado a outros fins, como alimentação, para pagar o transporte. ''Sem contar outras reivindicações que até agora não foram atendidas'', afirmou. Segundo ele, os professores estão há sete anos sem ter ganhos salariais.
A Secretaria de Estado da Fazenda anunciou, ontem, que repassará R$ 870 mil nesta quinta-feira para o pagamento do vale-transporte de outubro (referente a setembro) e que ainda amanhã a Secretaria da Educação emitirá ordem de pagamento aos Correios para distribuição das fichas. Segundo o governo, os servidores começarão a receber os vales até meados deste mês. A Secretaria da Fazenda deve liberar até o próximo dia 10, os recursos para o pagamento do benefício referente a outubro.

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