Curitiba O professor Antonio Mendes de Melo, 41 anos, é o petista típico. ''Tem gente que pensa que esta febre começou agora, mas já faz muitos anos que os militantes do PT compram e usam material de campanha'', diz, enquanto adquire 16 estrelinhas, que serão distribuídas entre os amigos.
''Nesta campanha já contribui com R$ 37,00 em material, mesmo ganhando salário de professor'', afirma Ao seu lado, o estudante Mateus Lima, 20 anos, vota pela primeira vez para presidente, mas já está mais do que decidido: comprou bottons, camiseta e até colocou uma faixa de três metros em frente À sua casa, com os dizeres: ''Aqui em casa nós já decidimos: agora é Lula''.
Outro lado interessante desta ''moda ideológica'' pega as pessoas que não podem revelar abertamente seus candidatos, normalmente em função do trabalho. Neste caso, é comum as pessoas mostrarem sua preferência de modo disfarçado, usando vermelho (cor do PT) ou com assessórios de estrelas estilizadas. ''Tudo isso reflete a consciência política do pessoal do PT. Nenhum outro partido tem uma demanda dessa natureza, mesmo sendo o material pago. É um bom sinal de democracia, de ação partidária, porque o cidadão é consciente'', resume o coordenador da Campanha Lula Presidente no Paraná, Carlos Lima.

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