Curitiba - Um dos diretores da APP-Sindicato, professor Luiz Carlos Paixão, disse ontem que ainda existe mal-estar entre os professores paranaenses e o candidato Alvaro Dias (PDT), que governava o Estado em 1988, quando os professores foram agredidos pela Polícia Militar num protesto em frente ao Palácio Iguaçu. ''Convidamos todos os candidatos para o debate do dia 15. Tratamos todos da mesma maneira. Agora, que existe ainda um mal-estar, existe'', considerou.
O professor afirmou que neste momento os professores estão mais preocupados com o futuro da educação, do que em cobrar atitudes do passado.
Paixão disse que Alvaro Dias já fez um pedido de desculpas relativo aos incidentes de 30 de agosto de 1988 e que ''possivelmente no debate peça outra vez''. Porém, ''mais do que pedido de desculpas, nós queremos propostas. Não só do Alvaro como de todos os candidatos''.
O MST informou ontem que não era responsável pela organização do protesto feito pela manhã na Assembléia. O coordenador do movimento no Paraná, Roberto Baggio, estava em viagem e não havia outro líder disponível para dar entrevistas. Mas o advogado que acompanha o caso Teixeirinha desde o início, Darci Frigo, disse que o MST ''repudia o uso do caso para fins eleitorais''. Ele disse que acompanha o caso há nove anos e tem gente que só lembra da história nos períodos eleitorais.

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