Produtores cobram política para o setor
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de outubro de 2000
Pedro Livoratti De Londrina 
Estabelecer uma política cultural capaz de dar suporte para os vários gêneros da arte, além de ampliar o diálogo com os agentes e promotores. Estes serão os desafios que o novo prefeito terá a partir de 1º de outubro, especificamente no setor cultural. Londrina, conhecida pelos festivais de teatro e de música erudita, precisa ampliar as alternativas. Os produtores cobram também levar a produção cultural aos bairros, além da ampliação da Lei de Incentivo à Cultura, que prevê desconto de impostos municipais para empresas e contribuintes que investem no setor.
Queremos colocar em prática uma política para contemplar todos os segmentos, afirma Maria do Carmo Duarte, da Vivarte Produções, que promove concertos e apresentações. Ela explica que o eleito terá de estabelecer diretrizes, a partir do orçamento da área. Ela revela também preocupação com o nome do secretário municipal de cultura. Ele desenvolve um trabalho importante por ser o canal de comunicação com a administração municipal.
A produtora afirma ainda que espera que o novo prefeito entenda a cultura como uma manifestação essencial e não trate o setor como supérfluo. Esperamos que o eleito nos olhe com muito respeito, adverte.
O diretor do Ballet de Londrina, Leonardo Ramos, cobra a estruturação da secretaria de cultura, de modo que possa atender aos produtores da cidade. Ele demonstra também preocupação com a escolha do nome que vai responder pela área cultural. É preciso um secretário que tenha perfil para isto, afirmou ele. O ballet da cidade tem oito anos e apresentações de sucesso em várias capitais brasileiras e até no exterior.
Ramos afirma que a estrutura e experiência dos bailarinos e dos demais membros da equipe poderia ser aproveitada para um projeto social e cultural, com capacidade de atender a até 800 crianças em todas as regiões. Nosso desejo é disseminar esta informação e selecionar talentos.
O Fórum Permanente de Cultura, que representa todos os segmentos do setor, realizou um debate no primeiro turno das eleições municipais com todos os candidatos. Segundo uma das integrantes do fórum, Ana Maria Aromatário, todos foram informados das reivindicações do setor. Segundo Ana, os produtores querem um aumento do percentual para a Lei de Incentivo à Cultura, além de discutir o perfil do secretário que será nomeado para a pasta.
Eles cobram ainda transparência nas diretrizes da cultura e um posicionamento sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, que poderá proibir a renúncia fiscal, afetando consequentemente a Lei de Incentivo à Cultura, que prevê descontos de impostos municipais para financiamento de projetos culturais.


