Produção foi escassa no mês
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de setembro de 2001
De Curitiba 
A maratona enfrentada pelos deputados estaduais em agosto não se repetiu este mês e a produção do Legislativo paranaense foi escassa em setembro. Poucos projetos foram a plenário e aprovados. O próprio presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (em processo de filiação ao PSDB), reconheceu ontem que poucos projetos foram apreciados pelos deputados. ''É o rescaldo da votação do projeto de iniciativa popular que visava impedir a privatização da Copel'', disse.
Hermas Brandão salientou que nas últimas semanas as mudanças partidárias dos parlamentares também contribuíram para deixar a pauta de lado. O prazo para troca de partido para quem quer concorrer a algum cargo eletivo no próximo ano termina no próximo sábado, dia 6 de outubro. Até lá, os representantes do Legislativo devem deixar de lado a apreciação de projetos de lei.
Vários projetos importantes, que deveriam ter sido votados em setembro, foram novamente adiados. E é o próprio Hermas Brandão que reconhece que assuntos como a votação do plano de saúde dos servidores públicos não podem mais ser adiados. ''Precisamos discutir e votar o assunto de uma vez'', disse ele.
Na próxima semana outro tema importante entrará na pauta. Os deputados terão até o final do ano para apresentar emendas e aprovar o plano de gastos do governo do Estado para 2002. O orçamento será entregue oficialmente pelo governo aos deputados amanhã.
Entre os temas mais importantes aprovados este mês estão a aprovação de contas do governo Roberto Requião (PMDB) e da primeira administração de Jaime Lerner (PFL); três suplementações orçamentárias autorizando o governo a mudar a aplicação de recursos na área de segurança e saneamento; e o projeto de lei de autoria do deputado Valdir Rossoni (PTB), que autoriza a construção de uma usina termelétrica em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. (R.H.)


