Procuradoria reage às críticas da Câmara de Londrina
O procurador-geral de Justiça do Paraná, Marco Antonio Teixeira, reagiu ontem às críticas feitas ao Ministério Público (MP) pelo presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Flávio Vedoato (PL). Na semana passada, Vedoato afirmou em plenário que o MP não tem moral para criticar os vereadores. Segundo ele as investigações sobre os desvios de recursos públicos em Londrina também são morosas. Vedoato disse ainda que a Câmara fez o trabalho sujo ao cassar o mandato do prefeito Antonio Belinati (PFL).
A polêmica surgiu depois que o Informe Folha publicou o nome de vereadores que estão sendo investigados pelo MP como Adalberto Pereira da Silva (PFL), Sidney de Souza (PTB), Célio Guergoletto (PMDB), Renato Araújo (PPB) e Antenor Ribeiro (PPB) A nota citou a ainda o vereador Orlando Bonilha (PDT), que já foi denunciado pela promotoria.
Teixeira conversou com os promotores Bruno Galatti e Solange Novaes Vicentin e adiantou que irá analisar documentos sobre as críticas dirigidas à promotoria. O MP de Londrina, assim como o de todo o Paraná, sempre trabalhou com ética e senso de dever. Não é possível aceitar, desacompanhadas de qualquer fato, acusações contra a minha instituição, reagiu.
Para Marco Antonio Teixeira, a possibilidade de o vereador ter imunidade parlamentar é um fato que não preocupa a instituição. A questão da imunidade é menor. O que me preocupa mais são essas críticas que surgem e por que elas surgem e ao que elas servem. Gostaria muito de tomar conhecimento para as providências que forem cabíveis, do esteio que fundamenta tais críticas, afirmou.
As declarações de Flávio Vedoato também provocaram reações do Movimento Pela Moralização na Administração Pública. Para o advogado Carlos Roberto Scalassara, Vedoato não mostrou indignação quando houve seguidos adiamentos de sessões no momento em que a Câmara discutia a instalação de comissões processantes contra o prefeito cassado Antonio Belinati.
As declarações do Vedoato foram totalmente descabidas e injustas. Porque o MP é quem sempre esteve na vanguarda (contra a corrupção em Londrina) e a Câmara sequer foi a reboque do MP. O movimento, sim, foi a reboque do MP e teve que empurrar a Câmara, que deveria fiscalizar e não fiscalizou, disse ontem o advogado. (L.R.)





