Arquivo FolhaSob fogo cerradoMiguel Arraes: acusado de emissão irregular de títulos, de deságio e pagamento de comissão milionáriaA Procuradoria Geral da República recomendou ao Superior Tribunal de Justiça o indiciamento do governador Miguel Arraes (PSB-PE), e a quebra do sigilo telefônico dele e de assessores. Há um inquérito no STJ que apura a responsabilidade de Arraes em supostas irregularidades na emissão e negociação de títulos públicos do Estado, pelas investigações da CPI dos Precatórios.
A Procuradoria fez a recomendação após insistência de Romildo Bueno de Souza, relator. O documento é assinado pela subprocuradora-geral Delza Curvello Rocha. O procurador-geral, Geraldo Brindeiro, negou que tenha participado da elaboração do parecer e da decisão de divulgá-lo. A decisão sobre o indiciamento caberá ao relator do inquérito no STJ, ministro Anselmo Santiago.
Arraes é acusado de ter solicitado ao Banco Central a emissão de títulos públicos em valor superior à soma dos precatórios anteriores a outubro de 1988. Ele também é acusado de concessão de deságio de R$ 100 milhões na venda de títulos e de pagamento de comissões ao Banco Vetor e ao Banco do Estado de Pernambuco (R$ 26 milhões).
A Procuradoria recomendou o indiciamento dos diretores do Banco Vetor Fábio Barreto Nahoum, Ronaldo Ganon, Mauro Enrico Barreto Nahoum e Gustavo Magalhães e de Wagner Ramos, da Prefeitura de São Paulo. Foi sugerida a quebra do sigilo telefônico dos gabinetes de Arraes e dos secretários da Fazenda e da Casa Civil, da Procuradoria Geral do Estado e da diretoria do Banco do Estado de Pernambuco, de setembro a 95 e dezembro de 96. (AF)

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