A Procuradoria da República em São Paulo ingressou ontem com um pedido formal de afastamento da juíza da 8 Vara Criminal Federal, Adriana Pillegi de Soveral, do processo que investiga as supostas contas e fundos em nome do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) e de familiares dele na Suíça e no paraíso fiscal das Ilhas Jersey, no Canal da Mancha. No recurso, o procurador Pedro Barbosa Pereira Neto coloca sob suspeita a atitude da juíza ao longo da ação e argumenta que a parcialidade dela tem favorecido o acusado.

''O que nos motivou realmente a protocolar a exceção de suspeição foi a forma como ela autorizou o acesso da defesa de Maluf a documentos do processo, no mês passado'', afirmou o procurador. No início de outubro, a juíza determinou que o Ministério da Justiça liberasse aos advogados de Maluf o acesso a documentos enviados ao Brasil por autoridades da Suíça e de Jersey, onde existiriam supostas referências às contas de Maluf naqueles paraísos fiscais.

A assessoria de imprensa do Justiça Federal em São Paulo não localizou a juíza, no final da tarde de ontem.

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