São Paulo O Ministério Público Federal pediu ontem a prisão preventiva de mais dois deputados estaduais do Espírito Santo. Eles são acusados de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens. Outros cinco, além do ex-presidente da Assembléia Legislativa José Carlos Gratz (PFL) tiveram a prisão preventiva pedida no início do mês, sob as mesmas acusações. Esses cinco deputados, Sérgio Borges (PMDB), José Tasso (PTC), Gilson Amaro (PPB), Marcos Gazzani (PGT) e Gilson Gomes (PFL), foram afastados pela Justiça no sábado, logo após tomarem posse. Ontem, no entanto, a liminar foi cassada. O Ministério Público do Espírito Santo recorreu da decisão.
A Procuradoria da República pediu ontem a prisão preventiva dos deputados reeleitos Fátima Couzi (PPB) e Luiz Carlos Moreira (PMDB). O Ministério Público do Estado também deve pedir o afastamento desses parlamentares. Segundo a Procuradoria da República, recursos públicos foram utilizados para comprar os votos dos deputados na eleição de Gratz para a presidência da casa, em 2000. Teriam recebido o dinheiro 20 deputados, incluindo Gratz.
Rastreamento feito pela Receita teria identificado 26 cheques, cada um no valor de R$ 30 mil, emitidos pelo empresário Carlos Guilherme Lima seis dias depois da votação. Lima está preso. Os deputados não foram localizados. Ontem, o deputado Geovani Silva (PTB) foi eleito presidente da Assembléia, pelo grupo dos independentes. Geovani foi jogador de futebol do Vasco e da Seleção.

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