Procuradoria pede inquérito contra petista
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quinta-feira, 13 de julho de 2006
Folhapress 
São Paulo - O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, pediu para o STF (Supremo Tribunal Federal) instaurar inquérito para investigar a deputada federal Neyde Aparecida (PT-GO). Ela é suspeita de praticar crime de falsidade ideológica. As informações são do STF. O pedido foi feito após trabalho realizado pelo Ministério Público do Estado de Goiás que apurou o processo de demissão por abandono de cargo contra o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
Neyde é acusada de ter assinado declarações de que o ex-tesoureiro comparecia ao trabalho no Sintego (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás), o que não ocorria. Segundo a denúncia do Ministério Público, Delúbio recebeu indevidamente do Estado, de 1994 a 1998 e de 2001 a janeiro de 2005, salário de aproximadamente R$ 1.000. O prejuízo aos cofres públicos, segundo os cálculos atualizados do órgão, chegam a R$ 165 mil.
Nesses dois períodos, ele havia sido cedido pela Secretaria Estadual da Educação para ocupar cargo de chefia no sindicato goiano, o que só teria ocorrido efetivamente no intervalo de 1994 a 1998. O Ministério Público alega que Delúbio não respeitou as características do afastamento.
Neyde Aparecida era presidente do sindicato quando Delúbio Soares recebeu remuneração de professor. Segundo o Ministério Público, há indícios de que a deputada tenha falsificado as declarações de frequência necessárias para o recebimento do benefício.
A Procuradoria quer que a Polícia Federal tome os depoimentos de Delúbio e de Neyde Aparecida. O objetivo é ouvir explicações sobre a situação profissional de Delúbio e sobre a atuação da deputada como presidente do sindicato.


