Os autores da denúncia de possíveis irregularidades no concurso público da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Carlos Piacenti e Célio Escher, são os principais suspeitos de terem cometido a fraude, junto com Carlos Paulo Duda. Pelo menos é isso que mostra o documento de indicamento feita pela Procuradoria-Geral do Estado, que abriu procedimento administrativo para apurar as possíveis fraudes ocorridas no campus de Francisco Beltrão.

De acordo com a citação, ''restou provado pela prova pericial que apenas os três citados acima, teriam a oportunidade de praticar a 'simulação de falso' indicada pelo laudo do Instituto de Criminalística e que foi contundente''.

Apesar de afirmar que o indicamento não significa que eles estão sendo acusados, o presidente do processo, procurador Paulo Rocha, afirmou que é necessário voltar a ouvi-los. ''Estas são as pessoas que tiveram a oportunidade de praticar a irregularidade, porque ficaram de posse das provas'', observou.

No termo de indiciamento da procuradoria, Piacenti e Escher teriam retirado os cartões resposta para fotocopiá-los fora da Unioeste. Neste período, eles poderiam ter feito a ''simulação de falso'', indicada pela perícia. Já no caso de Duda, ele é citado porque teria também participado da simulação.


O professor Carlos Piacenti garante que, além das pessoas citadas, outras tiveram acesso aos documentos, e ''poderiam ter mexido nas provas''. Ele se disse tranquilo em relação ao andamento das investigações. ''A Procuradoria não está levando em consideração as atitudes que a Liana tomou a partir da denúncia'', disse. Ele se referia à reitora afastada Liana Fuga.

As duas outras pessoas indiciadas não foram encontradas pela reportagem. Liana afirmou que o resultado da perícia nas provas demonstrou que ela não teve qualquer participação nas irregularidades.

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