Procuradoria federal pede quebra de sigilos de Eduardo Jorge
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de junho de 2001
Das AgênciasDe Brasília 
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça a quebra dos sigilos bancário e telefônico do ex-secretário-geral da Presidência Eduardo Jorge Caldas Pereira e de outras 39 pessoas físicas e jurídicas, entre seus familiares, sócios e empresas, além de diretores de bancos públicos e fundos de pensão que teriam sido indicados pelo ex-secretário.
A estratégia dos procuradores é utilizar os dados se conseguirem a autorização judicial nas investigações sobre suposto tráfico de influência praticado por EJ na administração pública em benefício de empresas privadas, das quais, em alguns casos, seria acionista ou consultor. Há indícios de enriquecimento desproporcional à renda recebida pelo ex-secretário e de seu envolvimento em atos ilegais, disse o procurador Luiz Francisco de Souza.
EJ depôs ontem à Comissão de Fiscalização e Controle (CFC) do Senado, mas não soube explicar a origem de um crédito de operações financeiras de R$ 172.681,66 em sua conta no Unibanco, em maio de 1998. EJ disse que vai pedir informações ao banco sobre o crédito. Não sei de onde veio, mas sei com certeza de onde não veio. Não veio de nenhum negócio ilícito, de nada nebuloso, disse. O crédito aparece no laudo do perito da CFC Hipólito Gadelha, que analisou documentos obtidos pelo Banco Central e entregues à comissão pelo próprio Eduardo Jorge.


